Ponte de Lima teria tido caminho-de-ferro. Não teve. Mas já tem “tgv” pese embora não ultrapassar os 10 km/h.

Com palavras de Jorge Laiginhas e as fotografias do Leonel de Castro.

Sai dentro de dias.

Fontes Pereira de Melo

(continua) link

Cão, procura lá outro sítio para dormires…


Tal e qual como uma viagem entre Benfica e Barcarena na Linha de Sintra, só que mais triste.

8 de Janeiro de 2010: Os Tram-Train entram na linha

“Agora é oficial: a partir das 6H00 de 8 de Janeiro os tram-train estão em circulação na Linha Vermelha (B). Todos serviços Expresso passam a ser efectuados nas novas composições do Metro do Porto. A partir de 1 de Fevereiro, também as viagens de serviço regular desta linha serão operadas por tram-trains.
A entrada em funcionamento do tram-train resulta num forte salto na qualidade do serviço disponibilizado, elevando significativamente os níveis de conforto, a capacidade instalada e oferta em toda a rede. Com os tram-train, um investimento aproximado dos 115 milhões de euros -, o Metro do Porto passa a oferecer, diariamente, 23 mil lugares lugares adicionais, dos quais 9 mil são lugares sentados.
Recorde-se que a disponibilização dos tram-train – uma vez concluídos todos os testes operacionais e de segurança e terminada a fase de formação dos agentes de condução -, não implica qualquer alteração nos preços dos títulos de viagem e das assinaturas, não acarreta qualquer alteração nos horários em vigor e não envolve a desafectação dos veículos Eurotram, em circulação na rede desde 2002. Os 30 novos tram-train vão somar-se aos 72 Eurotram, fazendo crescer a frota do Metro do Porto para um total de 102 veículos.

O TRAM-TRAIN: o novo Estado da Arte em veículos de Metro
A nova frota de material circulante, fornecida pelo consórcio constituído pela Bombardier e pela Vossloh-Kiepe, é composta por 30 veículos de metro ligeiro do tipo Flexity Swift.

O «tram-train» Flexity tem uma velocidade máxima de 100 km/hora, 1360 cavalos de potência, maior capacidade de aceleração e maior poder de travagem. Estes veículos têm 37,1 metros de comprimento (são ligeiramente mais compridos do que os Eurotram), proporcionando 100 lugares sentados (mais 20 do que cada composição Eurotram), num total de 248 por composição (mais 32 do que cada Eurotram). O Flexity dispõe de ar condicionado e áreas próprias para pessoas de mobilidade reduzida e para o transporte de bicicletas. O veículo tem quatro portas de cada lado.

O Flexity é uma evolução de uma série de veículos já em circulação em algumas cidades europeias, nomeadamente em Colónia, na Alemanha, e Croydon (Londres), em Inglaterra. Basicamente, o veículo é composto por três módulos assentes sobre quatro bogies motorizados. Este modelo da Bombardier é bidireccional, com uma cabina em cada uma das extremidades. Tal como os Eurotram, estes veículos podem ser acoplados e circular em composições de duas unidades.

Os módulos extremos têm uma lógica de transporte urbano (“Tram”), com maior ocupação de passageiros por metro quadrado e portas amplas de folha dupla e abertura rápida, ao passo que o módulo intermédio oferece mais lugares sentados, numa base mais próxima do conceito suburbano (“Train”) de curta/média distância.

Os equipamentos estão quase na totalidade instalados no tejadilho, permitindo um rebaixamento do piso traduzido numa maior facilidade de acesso e movimentação de passageiros no interior do veículo. Os módulos extremos são idênticos, com piso parcialmente rebaixado, à cota do cais de embarque, e duas portas por cada lado do módulo. Nos topos, estão instaladas as cabinas de condução. A circulação entre módulos, conseguida através de zonas amplas revestidas por foles, permite uma utilização geral do veículo, não confinando os clientes ao espaço de cada um dos módulos. Uma soleira em cada porta facilita o acesso dos clientes ao interior do veículo, diminuindo o espaço (gap) entre o cais e o veículo e adaptando a sua altura, eliminando qualquer degrau ou obstáculo à circulação das pessoas, nomeadamente clientes com mobilidade reduzida.

A energia usada na tracção eléctrica do Flexity é parcialmente recuperada durante a frenagem, funcionando os motores como geradores e aproveitando a energia cinética do veículo. Esta energia é devolvida à rede, podendo, assim, ser usada por outros veículos. Prevê-se que do total da energia consumida, 30% possa ser recuperada, com evidentes vantagens a nível económico e ambiental. Reforça-se, assim, a componente ecológica do sistema do Metro do Porto, já patente na circulação dos Eurotram e nas amplas áreas verdes criadas no âmbito da requalificação urbana associada à construção da rede.

Os vários tipos de freios, electrodinâmico, electrohidráulico e electromagnético, estão instalados em todos os bogies, optimizando a repartição da frenagem, melhorando as condições de segurança, conforto e performance.

Em termos de equipamentos e sistemas, o Flexity conta com os dispositivos tecnologicamente mais avançados – sistema de vídeo vigilância a bordo, câmaras de retro visão para visionar a entrada e saída de passageiros, bem como equipamento multimédia permitindo a difusão das emissões da Metro TV, com conteúdos de informação e de lazer -, garantindo o desenvolvimento das capacidades de informação aos clientes já disponibilizadas pelo Metro do Porto.” FONTE

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“Suportada num esforço financeiro continuado, a REFER em nove anos suprimiu 1310 passagens de nível, tendo criado cerca de 500 passagens desniveladas, construído mais de 700 caminhos alternativos, e adequado as condições de segurança em 562 atravessamentos. No mesmo período reduzimos o índice de PN/km de 0,89 para 0,43 e o número de acidentes em cerca de dois terços.”

Alguns dados adicionais e um inquérito online podem ser encontrados aqui.

Diário de Notícias, 04-Janeiro-2010

por PAULA CARMO

Utentes estão preocupados em chegar a horas ao destino, a partir de amanhã. Muitos olham pela derradeira vez para o comboio.

O último “silvo” escuta-se hoje à noite. Nos carris da memória circulará o comboio nº 6534, no percurso da derradeira etapa da Linha da Lousã. “Ai, nunca mais posso fazer renda na viagem. Já viu os solavancos e as curvas da Estrada da Beira?”, lamenta Maria da Anunciação Marinho. Esta não é, porém, a sua maior preocupação.
Voltemos aos carris: esse comboio, a etapa final de uma linha férrea com 103 anos, fará hoje o sentido Miranda do Corvo – Coimbra. Sairá às 23.04 e chega à estação de Coimbra/Parque às 23.33. É o fim decretado em nome do progresso. Ali vai nascer um novo sistema de transporte, em versão tram-train. “Ai menina que vai ser tão complicado chegar a horas ao trabalho”, volta à conversa Maria da Anunciação (61 anos, Miranda do Corvo) que, confessa, “nos primeiros dias sem comboio” vai trocar os transportes rodoviários alternativos pelo seu automóvel.
O DN adquiriu o bilhete já dentro da locomotiva. E escutou as lembranças de quem fez desta linha uma etapa da vida. Ainda há quem se lembre das senhoras que transportavam galos e outros animais para vender na feira de Miranda do Corvo. Outros tempos onde até as traquinices da juventude faziam as delícias dos passageiros, pois havia quem esticasse cordéis no corredor para que algumas “velhotas” se estatelassem em cima de outros passageiros. Ali, muitos se conheceram e namoraram. Outros estudaram nas sebentas. Carris que foram usados para transporte de muitas mercadorias, designadamente de pasta de papel, de alcatifas. Também isso já só pertence aos compêndios da história desta ferrovia.
Recentemente, o trajecto do ramal da Lousã (que integrava o percurso entre Serpins/Lousã, Miranda do Corvo, Coimbra) foi amputado, por causa do arranque oficial das obras da primeira fase do projecto. Se tudo correr como previsto pela MetroMondego, o tram-train chegará dentro de anos. Quantos, até ter o eléctrico rápido de superfície? Entre os utentes, o descrédito é absoluto, porque há quase 20 anos que este projecto entrou no léxico dos passageiros dos três concelhos abrangidos pelo metro. Mas, com o passar dos anos, as reticências são muitas.
Palmira Chau, 77 anos, vai de Coimbra à Lousã visitar a filha, agora só lamenta perder esta “paisagem deslumbrante”. Por estrada, a geografia é outra. E o trajecto de autocarro ou automóvel pode ser “consumição”, alude Odete Fachada (50 anos, Trémoa/Miranda do Corvo). A sua idade confunde-se com o tempo de utente dos comboios. “Vai ser muito transtorno, já tenho os novos horários mas nunca é como o comboio.”
Para o fim, quedaram-se a funcionar apenas oito apeadeiros e duas estações. Agora, há paragens de autocarro até Coimbra, com a sinalização de ‘Metro’. Manuel Amaral (52 anos, Padrão/Lousã), que usa este transporte para trabalhar em Coimbra, está receoso: “O primeiro dia vai ser às cegas. Há 27 anos que venho neste comboio, tenho lembranças para todos os gostos”. Inconformada com esta despedida está Urbalina Correia (58 anos, Miranda): “Ando aqui há 40 anos, e agora, como se entrará em Coimbra com tantos carros?”

8 minute short about life and death. A man strikes up a conversation with a stranger on a commuter train and a conversation about the meaning of life commences. Dialogue in Swedish with English subtitles.Directed and edited by Martin VilcansWritten by Oskar Madestam and Martin VilcansShot by Lucien Brongniart and Martin VilcansMusic by Thomas RydellMake up by Nina StålhammarCast:Fredrik Sjöholm: the manSusanne Österberg: the womanYasin: the young manNathalie Söderqvist: the girlThanks to Helena and Annika for feedback on the translation.

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“Commuting Colour 12″ is the long awaited sequel to last year’s Pan European EP. The 12 inch vinyl features the tracks Cecta and Radius, with remixes from two of our favorite producers; Dumb Dan and Mikael Stavöstrand.Camera: Jens Eriksson.GFX: Herb Wilson.Songs: Boeoes Kaelstigen “Radius” and “Cecta”.http://www.boeoeskaelstigen.co.uk/”

Suécia.

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*Welcome to the Machine, Pink Floyd, 1975.

Welcome my son, welcome to the machine.
Where have you been?
It’s alright we know where you’ve been.
You’ve been in the pipeline, filling in time,
Provided with toys and ‘Scouting for Boys’.
You brought a guitar to punish your ma,
And you didn’t like school, and you
know you’re nobody’s fool,
So welcome to the machine.

Welcome my son, welcome to the machine.
What did you dream?
It’s alright we told you what to dream.
You dreamed of a big star,
He played a mean gituar,
He always ate in the Steak Bar.
He loved to drive in his Jaguar.
So welcome to the Machine.

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É isso, bom ano de 2010…

livroverdepassagensdenivel

Disponível aqui.

Hoje viajei para trás no tempo
num comboio dos antigos
até à infância do que fomos
inconscientemente feliz
nem pontilhões nem apeadeiros
nem travessas sob os carris
nem locomotivas a carvão
nem aprendizes de caldeireiros
apenas cães envelhecidos
e gestores que nunca picaram
o destino à condição.

Ademar
16.12.2009

tadim-diz-obrigado-a-todos-os-funcionarios-da-cp-que-trabalharam-nesta-estacao

© Dario Silva, Setembro de 2002.

O blog bracarense Avenida Central termina hoje, 16 de Dezembro de 2009, uma parte da sua vida. Pelo gozo que me deu nele ter assinado algumas crónicas, fica aqui o meu apreço.

(Mais uma ou duas barragens nos tributários do Douro vinham mesmo a calhar. E, já agora, menos caminho-de-ferro mesmo, mesmo no meio do Património Classificado.)

EDUARDO PINTO

A região do Douro vai passar a figurar nos roteiros de viagem da
National Geographic, a par de outros destinos turísticos mundiais. A
intenção foi anunciada, ontem, segunda-feira, em Vila Real, por
responsáveis do organismo.

Este compromisso consta de “Carta do Geoturismo da National Geographic
Society”, subscrita por entidades da região, ontem, dia em que passaram
oito anos sobre a atribuição, pela Unesco, do título de Património
Mundial ao Alto Douro Vinhateiro. “Uma região cheia de possibilidades”,
como a definiu James Dion, membro do Centro para os Destinos
Sustentáveis daquela organização mundial, que deverá promover a região
através da sua revista mensal e do seu site na Internet.

O responsável salientou que a estratégia de promoção da região deve
mostrar “os sítios que devem ser visitados, as coisas que se podem fazer
e as pessoas que se devem ouvir”.

É a história do Douro, a cultura, a gastronomia, entre outros aspectos
que devem integrar produto de um destino turístico que considerou como
“um dos mais autênticos em todo o Mundo”.

James Dion acrescentou que os turistas estão a procurar, cada vez mais,
a “autenticidade, distintas experiências e qualidade”. Exemplificou com
um estudo americano que mostra que “mais de 75% dos turistas procuram
destinos autênticos e que para isso estão dispostos a pagar mais”. A
lição a tirar, sublinhou, é que pode haver um incremento da procura de
sítios como o Douro, bem como uma mudança de comportamento dos turistas,
de modo a que “tenham estadias mais prolongadas, gastem mais dinheiro na
região, falem dela aos amigos e, sobretudo, que regressem”.

Donald Hawkins, da Universidade George Washington dos Estados Unidos,
acrescentou que a seguir à celebração da parceria com as entidades da
região duriense, vai ser preparado um relatório com os passos que a
partir de agora vão ser seguidos, no âmbito de um plano estratégico de
negócios para tornar o Alto Douro Vinhateiro um destino turístico
sustentável.

A par do evento de Vila Real, o Museu do Douro, na Régua, serviu de
palco à entrega do prémio “Douro Ensaio”, com um valor pecuniário de
cinco mil euros, a José Eduardo Firmino Ricardo, investigador natural de
Torre de Moncorvo, pelo trabalho intitulado “Domus Mea est Orbis Meus:
Campos Monteiro (1876-1933)”. O prémio foi criado pela Direcção Regional
da Cultura do Norte e pela Fundação EDP para distinguir o melhor ensaio
sobre obras do património literário e seus escritores.

(Algo que devia encher de orgulho todos os portugueses e todos os pagadores de impostos)

RTP recebe mais do que a ferrovia

VIRGÍNIA ALVES

Se a RTP recebe 143 milhões de euros de indemnizações compensatórias, o transporte ferroviário público (CP, Metro Lisboa e do Porto e Refer) recebe apenas 118,7 milhões de euros (mais 3,9 milhões de contratualizações de serviço público). Este é apenas um exemplo dos valores ontem publicados em Diário da República.

O valor total das indemnizações compensatórias a pagar pelo Estado ascende este ano a 210 milhões de euros, a que acrescem 247,4 milhões de euros correspondentes às indemnizações a conceder às empresas prestadoras de serviços públicos que celebraram contratos com o Estado, perfazendo assim um total de 457,4 milhões de euros.

Do total das indemnizações a pagar a maior fatia vai para a Comunicação Social cujo montante global ascende a 160 milhões de euros. Sendo que a Agência de Lusa receberá 17 milhões de euros, enquanto que a RTP o valor ultrapassa os 143 milhões de euros.

Nesta lista seguem-se as empresas públicas são os transportes ferroviários (CP, Metro Lisboa e do Porto e Refer) que recebe a maior fatia, 118,7 milhões de euros. Sendo que, o Metro de Lisboa recebe mais do dobro do do Porto (28 milhões e 12,5 milhões respectivamente).

De referir que o sistema intermodal andante (no Metro do Porto, na CP e o Passe Escolar 4-18), ou seja, para sistema para os transportes ferroviários públicos, tem uma verba própria, que ascende a 3,9 milhões de euros.

Os transportes rodoviários (Carris e STCP) recebem no total montante de 74 milhões de euros.

Na lista de empresas a receber indemnizações compensatórias constam também os transportes marítimos e fluviais (Soflusa e Trantejo – 11,7 milhões de euros), bem como a Imprensa nacional Casa da Moeda.